Sobre o direito ao próprio corpo

A imensa dificuldade de reivindicar o direito ao próprio corpo e a necessidade de tomar ele de volta depois de viver determinadas violências.

É algo que a gente nem deveria ficar explicando, se a nós pertence fazemos o que queremos, mas é inacreditável como a gente está sempre se explicando.

Eu já me expliquei tantas vezes, não só sobre a minha experiência com meu próprio corpo dissidente, como tento explicar sentimentos, comportamentos, e qualquer outra coisa que eu acredite que de alguma forma vá esbarrar na vida das pessoas. E olha que louco, se é sobre quem eu sou, porque o outro importa tanto?

É muito difícil desatrelar nosso pensamento do absurdo desejo de aprovação. Essa coisa de ser “agradável”. Ainda mais nessa egotrip que a gente chama de rede “social”.

Eu acompanho a novela Britney Spears porque o que aconteceu ali sempre foi um aviso sobre o que poderia acontecer aqui, e é brutal ver o que é considerado “um surto”.

Acho que chega uma hora que o que a gente quer é ser considerada “doida demais “mesmo, dessas que é melhor nem chegar perto ou a gente morde, só assim pra tomar de volta o que arrancaram de nós.

A lista de coisa que eu deixo de falar, se fazer, de mostrar é grande demais. Vamos ver o que acontece se eu riscar umas coisas dessa lista.

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