Valei-me Pedro de Lara

Voltei de viagem, mas preferia ter continuado onde estava, onde eu sinto que é meu lugar.Vai ver é assim que tem que ser , a gente sente o que vai tornar a gente mais feliz.
Não é novidade pra ninguém que eu adoro viajar, mesmo que seja aqui dentro da cidade, mas desta vez eu fui pra um lugar um pouco mais distante do que normalmente e a viagem teve um gosto diferente.Viajei umas 7 horas até chegar lá, e a cada pedacinho da estrada ia ficando mais ansiosa e cheia de ar claro.A parte do ar pode ser exclarecida pelos inumeros sustos que eu fui levando no caminho, uma senhora impressionadérrima com a BR116 foi me apavorando daqui até lá:

– Aaaaaiiiii olha o abismo!!
– Aaaaaiiiii olha a curva perigosa!!
– Aaaaaiiiii olha o acidente!!
– Aaaaaiiiii olha quanta gente morta!!

E assim eu fui de susto em susto e desejando cada vez mais que eu chegasse logo.E ai eu cheguei e foi como se a gente nunca tivesse se separado.Eramos os mesmos.
Eu conheci a cidade toda ou quase toda, fui a parques, ao cinema, vi as ruas mais lindas e cheias de flores, ri de pessoas estranhas e situações mais estranhas ainda. A cidade é linda , e foi tudo perfeito,muito além do que minha mente poderia produzir.E o melhor de tudo , não há nenhuma duvida do que eu quero , nem do que eu sinto e só o fato de nao ter existido aquele medo que me era constante já bastaria pra fazer minha visita valer a pena.Mas além de conhecer um lugar novo e lindo , o real objetivo da viajem era passar alguns dias do lado da pessoa que me faz sentir plena, feliz, em paz e segura.
Porque só ele me deixa parasita-lo enquanto ele cozinha, me faz rir o tempo todo, tem saco pra ouvir minha conversa mole e procurar a “nossa música” num pacto particular, me deixa mudar as coisas dele de lugar, me da o travesseiro mais macio mesmo sabendo que eu vou roubar o dele durante a noite, me compra remédio pra tosse, me escreve bilhetes, segura a onda e me abraça enquanto eu choro porque não quero ir embora, me apresenta os amigos dele, vai olhar orquídeas comigo com toda paciência do mundo, providência Toddy pra minha chegada, sabe das coisas que eu gosto e das que eu não gosto, me leva pra tomar o melhor sorvete do mundo, escuta as mesmas músicas, me dá uma identidade secreta, conversa sobre as coisas boas do passado, escuta e conta segredos daqueles que a gente tem vergonha que passe até pela nossa própria cabeça, só ele presta tanta atenção no céu quanto eu, me deixa furar as paredes da casa dele pra pendurar móbiles, só ele teoriza o a frase mais batida de todas o “eu te amo”, topa tomar café da manhã com suquinhos legais mesmo sendo hora do almoço, me dá presentes delicados que eu amo, entende e percebe quando eu estou com medo de alguma coisa, só ele cuida da minha saúde e do meu espírito, só ele me faz rir sozinha no ônibus lembrando das coisas que fizemos e dissemos, só ele pra me deixar assim fazendo lista de coisas boas,pra me deixar apaixonada e pra me fazer feliz.

É Manni querido, eu ia parar de escrever este tipo de coisa por aqui mas não resisto, continuo achando declarações públicas de amor as melhores e eu estou tão feliz que mesmo se eu quisesse não conseguiria esconder.Afinal ninguém paga minhas contas nem o Papa!

Ah e na volta eu levei menos tempo pra vir pra casa, tive a brilhante companhia de Guilherme Henrique ,que veio sentado do meu lado no ônibus,ele me explicou como se canta pra dormir,como segurar a chupeta e a fralda sem derrubar, como comer um saco de pipoca (alheio) tomar um danone (alheio) comer meio pacote de bolacha recheada (alheio) e tomar Coca-cola na mamadeira (essa era dele) sem grandes problemas no percurso.Não era um bebê era uma draga.Grande garoto no alto dos seus 2 anos e meio.

Esse foi um feriado e tanto.

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