Fazendo a Diferença

A pobreza é fator nocivo cujo o ser humano não necessita ! Será o homem do século 21 capaz de sobreviver contra a pobreza ou a atual pobreza será vítima do homem ?

Sendo o único mestre do universo, o homem tem a responsabilidade e dever de transformar a natureza, meio ambiente e construir uma nova sociedade. O homem é obrigatoriamente chamado neste século de avanços tecnológicos de investir-se com boa vontade e senso porque deveria ser o defensor desta humanidade.
Depois de ser mãe , a forma com que olho para as crianças mudou completamente, e o meu sentimento com relação a crianças em situação de pobreza, que já era de total comoção, passou a ser uma necessidade de ação.
No mundo morrem por mês cerca de 900 mil crianças devido à pobreza, o equivalente a três tsunamis idênticos ao que atingiu o sudeste asiático em Dezembro de 2004, destaca o relatório do Desenvolvimento Humano de 2005.
O relatório de Desenvolvimento Humano foca essencialmente três questões: a ajuda ao desenvolvimento, o comércio internacional e a segurança.
Em qualquer dos casos boas políticas podem ajudar os países mais pobres e salvar milhões de vidas. Mas a ONU não é otimista. No primeiro relatório, há 15 anos, fizeram-se previsões otimistas quanto ao desenvolvimento humano mas hoje já se admite que há o perigo de nos próximos 10 anos, como nos últimos 15, o progresso seja muito menor do que o esperado.
Mas nos últimos 15 anos, diz a ONU, conseguiram-se ainda assim progressos.
Nos países em desenvolvimento as pessoas estão mais saudáveis, mais instruídas e menos empobrecidas. Desde 1990 a esperança de vida nesses países aumentou dois anos, há menos três milhões de óbitos de crianças por ano e há mais 30 milhões de crianças que vão à escola.
A ONU não subestima que 130 milhões de pessoas escaparam à pobreza extrema. Mas também não subtrai que em 2003 18 países, englobando 460 milhões de pessoas, tiveram resultados mais baixos no índice de desenvolvimento humano do que em 1990.
“No meio de uma economia global cada vez mais próspera, 10,7 milhões de crianças por ano não vivem para ver o seu quinto aniversário e mais de mil milhões de pessoas sobrevivem numa pobreza indigna, com menos de um dólar por dia”, lê-se na introdução do relatório.
Mas há mais comparações “indignas”.
Um quinto da humanidade vive em países onde muitos nem pensam duas vezes antes de dar dois dólares por um café. Outro quinto vive em países em que muitos têm menos de um dólar por dia para viver e as crianças morrem por falta de uma rede mosquiteira.
A pobreza, no Brasil, tem caras diversas, mas se traçarmos um perfil, ela seria basicamente feminina, negra, rural e associada a um processo histórico desvalorização de direitos básicos dos mais carentes.
Os filhos destas mulheres pobres formam o exército de crianças que morre a cada hora. São 1.200 crianças em cada hora, 1 a cada 3 segundos.
Não esqueço claro de que uma criança não existe como geração espontânea, existe porque houve um meio que a gerou e onde ela se insere. Que há muitas crianças vivendo em situação de pobreza, é uma tristíssima realidade. Que há imensas outras abandonadas, sem família que as cuide, e portanto sem a menor qualidade de vida, sabemos muito bem. É tão irreal falar de uma criança pobre como será falar de uma criança rica. Não se diz nem se pensa, “um menino rico”, sabemos é que tem pais ricos ou vive num ambiente de riqueza. Os “meninos pobres” também. Vivem num ambiente de pobreza, sim. E eles “são” aquilo que o seu meio envolvente é.
A Unicef afirma que há no mundo 16 % de crianças em situação de pobreza infantil. Porém enquanto se encarar a questão como um “problema da criança” a tentativa de solução será sempre parcial. Não se pode acabar com a “pobreza infantil” sem se cuidar da pobreza de toda a família, ou sem ir à origem do que levou as pessoas que a geraram ao abandono.
Assim como uma criança não nasce do nada, não se pode tratá-la de um modo asséptico, longe do seu mundo. Podemos ajudar a resolver problemas pontuais, é certo, mas são paliativos. Quando o mal está na raiz, podem fazer-se enxertos na planta, mas ela só ficará viçosa se a terra onde crescem as raízes for de boa qualidade e bem alimentada.
Tá e o que eu ou você temos a ver com isso? Ora, tudo se quisermos. Existem diversar campanhas contra os males causadores da pobreza e da falta de assistência. Aquilo que me preocupa com relação a meu filho, me preocupa com o filho de alguém que está a equilibrar limões velhos em um farol, ou aquele bebê desmaiado de fome, sede, calor no colo de mães a pedir esmola.
Assim como eu acredito que exista em você a vontade de ajudar mas não sebe como não é? Eu destaco aqui algumas formas e alguns sites e associações que podem te ajudar a agir.

Visão Mundial – Organização não governamental humanitária e de desenvolvimento, presente em todo o mundo. no site você encontra maiores informações , é possivel até mesmo apadrinhar uma criança.

Dialogos contra o racismo
Racismo e pobreza não tem nada a ver? Tem sim, você leu ali em cima o perfil da pobreza? Negro, mulher… enfim, eu estou dentro deste perfil, tenho muita sorte por não fazer parte das estatísticas mas sinto na pele (literalmente) este preconceito. QUer saber mais? Olhe só:

Os brasileiros pretos ou pardos são as maiores vítimas de doenças ligadas a condição de vida precária, chamadas também de doenças da pobreza. A informação consta do Relatório Anual das Desigualdades Raciais do Brasil, divulgado há pouco pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com base na Pnad 2007 e nas informações mais recentes do Ministério da Saúde.
A pesquisa mostra que os pretos e pardos são a maioria absoluta dos mortos por malária (60,6%), por hanseníase (58,3%), por leishimaniose (58,1%), por esquistossomose (55,5%) e por diarréia (50%).
De acordo com o coordenador do estudo, professor Marcelo Paixão, a incidência dessas doenças na população preta e parda comprova a desigualdade no acesso a serviços básicos. “Significa que vivem em condições, principalmente os locais de moradia mas também os demais padrões, que os levam a um nível de exposição a doenças típicas da falta de saneamento básico e de vacinação, por exemplo. Enfim, daqueles que têm as piores condições econômicas”.


Ao sair de curitiba minha maior preocupação era com o fato de como meu filho veria a si mesmo. Como o tratariam? Como ele se sentiria? Teria que ouvir dos colegas do pré que estavam brincando de fazenda , e os cavalos brancos deveriam ser separados dos cavalos pretos (que não brincavam) como eu me lembro acontecia todos os dias comigo?
E o seu filho, como ele vê os colegas e como você o educa em pró uma sociedade igualitária?

Se você tem uma preocupação parecida com a minha indico o livrinho:

Cabelo Ruim?
A história de três meninas aprendendo a se aceitar
Autora: Neusa Baptista Pinto
Ilustrações: Nara Silver
Editora: TantaTinta Editora

Obra
A descoberta da beleza própria e a auto-aceitação são o assunto central deste livro.A história da amizade entre três meninas negras e pobres, que enfrentam as manifestações preconceituosas com relação ao seu cabelo crespo e vão, aos poucos, aprendendo a aceita-lo, a brincar com ele e amá-lo do jeito que é.Surgem novos penteados e com eles também novas formas de ver a si e ao outro, coragem e ousadia para fazer e ser diferente.

Chamada Global para a Ação contra a Pobreza
é uma das maiores alianças já organizadas por cidadãos e cidadãs em todo o mundo. Ela reúne 200 organizações e movimentos sociais em mais de 100 países e tem a faixa branca como símbolo.

Desde o início, a mobilização é a marca dessa iniciativa e seu objetivo maior é fazer com que governos de todos os países cumpram seus compromissos de apoio a populações pobres.

A Campanha foi criada em 2005 por ser esse um ano marcado por uma agenda internacional de grande impacto sobre o desenvolvimento dos países:

Fórum Social Mundial (Brasil);
Fórum Econômico (Suíça);
Reunião do G8 – países mais ricos do Mundo (Escócia);
Reunião da ONU para avaliação das Metas do Milênio para _redução da pobreza (Nova York);
Reunião da Organização Mundial do Comércio, OMC (China).

A Chamada Global não busca dinheiro, mas a voz e a atitude das pessoas para cobrar, sugerir e controlar os governantes. Use a sua voz. Ela tem poder.

Campanha Nacional pelo Direito à Educação – foi lançada em 1999 por um grupo de organizações da sociedade civil com o desafio de somar diferentes forças políticas pela efetivação dos direitos educacionais garantidos por lei para que todo cidadão e toda cidadã tenham acesso a uma educação pública de qualidade.
É uma rede social que articula mais de 200 entidades de todo o Brasil, incluindo sindicatos, movimentos sociais, organizações não-governamentais, universidades, grupos estudantis, juvenis e comunitários e muitas outras pessoas que acreditam que um país cidadão somente se faz com uma educação pública de qualidade.
A Campanha é dirigida por um comitê diretivo nacional e possui comitês regionais em vários locais do Brasil. É a articulação mais plural e ampla no campo da Educação Básica.
Porque a educação é a base de uma sociedade mais rica.

Encontre a melhor forma de ajudar, aquela que se adapta a suas possibilidades e nos dê a mão no combate a pobreza e a desigualdade social.


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