Parece que eu voltei no tempo. Como se eu estivesse novamente no ano de 2002, um dos melhores da minha vida. Eu convivia com grandes amigas, tinha um serviço ruim (mas ainda não sabia). Tinha uma série de planos diante um mundo de possibilidades. Agora apesar de algumas pequenas mudanças o mundo de possibilidades está de volta. Ainda estava me sentindo um pouco velha para fazer tudo aquilo que eu quero fazer, mas então ficou muito claro que toda esta “velhice” está incrustada na minha mente, eu criei, eu inventei. Aquilo que todo mundo fala de que a idade está na nossa mente, pois bem é real. Na verdade acho que vou filtrar um pouco menos o que eu escuto muitas vezes antes de julgar tão ferozmente.
Enfim, cá estou eu cheia de planos, querendo muito reunir os amigos, alias estes são essenciais pra que qualquer coisa realmente valha a pena.
Sendo assim, apesar do pouquíssimo dinheiro e da absurda quantidade de contas, não há nada mais que me incomode. E eu também decidi não me incomodar tanto com isso.
Notei que estava ficando igualzinho a pessoa que eu tanto criticava por pensar 24 horas por dia,7 dias na semana, em dinheiro-conta-divida-trabalho. E isso faz de qualquer pessoa um zumbi, uma pessoa desagradável para os outros e definitivamente não quero meu filho convivendo com alguém assim.
Falando no Pedrinho, hoje de manhã a professora dele fez um comentário engraçado sobre ele. Comentei que hoje ele ficaria na escola para a festinha de aniversário de um colega e ela comentou, “ah que bom, ele nem está aprontando…”, e na seqüência contou que além dele escalar pilhas de mesas ele ainda dança em cima delas. Pois é, ele está crescendo, haja páginas na agendinha para os futuros bilhetes.
Enfim, a tempestade passou.

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