A gente nasce pro que é

Já faz uns dias eu tenho mergulhado nas memórias da sala de aula, do palco, do microfone na mão. Hoje recebi uma mensagem que não só me emocionou (porque vocês são boas nisso) como reafirmou que não há erro pelo caminho.

Se tem uma coisa que eu gosto de fazer é ensinar, eu não consigo descrever meu sentimento quando alguém aprende uma coisa nova, sentimento que aumenta quando a pessoa gosta daquilo que aprendeu. É um segundo, um respiro, um piscar de olhos e dá pra perceber que a pessoa chegou exatamente no lugar que você queria que ela chegasse. É o match perfeito.

Eu sinto falta de ter alunes. Por mais que pela vida vão surgindo alguns informalmente, mas que o orgulho de assistir a trajetória é tão grande como se fosse uma sala com 200 pessoas.

Eu sou feliz por ter e manter tantes alunes nessa rede, porque as relações se modificam, mas o carinho e a conexão criados em sala de aula ficam.

Trabalhando o tenebroso “quem é você” na terapia, a minha tendência é começar contando que eu sou trabalho e normalmente a resposta muda, dependendo da coisa que eu tô fazendo no momento. A única linha imutável são minhas excelências, aquilo que acredito ser realmente boa, talvez por serem as coisas que mais amo ser nesta vida – excelente mãe, excelente professora (e exímia contadora de histórias).

Que delícia ter tido vocês como alunas, obrigada por todo carinho e pela permissão pra permanecer. Que orgulho do vôo de cada uma, e dos cortes de cabelo, e dos bebês, e das viagens, e dos casamentos, e dos divórcios, e das dancinhas, e da decoração da casa, dos escritos e do tanto de poesia que vocês fazem com código.

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