“Cuide do seu nariz
Você fala demais
Não fui eu que pedi
Se teu conselho fosse bom tu vendia

Eu não quero ouvir
Onde foi que eu errei
Não foi assim que eu quis
Infelizmente foi em você que eu me espelhei

Hei! Cadê?
Me devolve a inocência que atirei
No quintal lá fora, plantei teu medo
É, fui eu
Quem ficou na casa vazia
Você tirou suas tralhas, agora tira…

Mais fácil julgar
Do que ter que olhar
Pras próprias mentiras
Mas agora chega
Não sou ovelha negra
Nem qualquer menina

Me diz pra que que eu vou ser
O que esperas de mim
Eu não sou sua mão
Não te carreguei na minha barriga

Agora preste atenção
Minha vez de falar
Aprendi a dizer não
Já chegou a hora de me libertar

Hei! Não dá!
Esse papo de faça como eu
Sempre digo nunca faça o que eu faço

É, doeu
Teu olhar roubou o que era meu
Tuas palavras ecoam no meu destino

Mais fácil julgar
E acreditar
Nas próprias mentiras
Tentar esconder
Pra não ter que ver
Onde dói a ferida da vida

Hei! Pra quê?
Você me fez acreditar
Que eu era a princesinha do teu castelo
É, não dá
Pra esperar de um homem que não cresceu
Pois alguém também te feriu de jeito”

E FIM.FINALMENTE.

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